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Campus Rio Branco

Estudantes do campus Rio Branco realizam aula de campo interdisciplinar

Atividade contou com a participação de alunos do 5º período do curso de Ciências Biológicas, docentes e colaboradores da Ufac

  • Publicado: Segunda, 09 de Dezembro de 2019, 16h33
  • Última atualização em Terça, 10 de Dezembro de 2019, 09h37
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Estudantes do Instituto Federal do Acre (Ifac), do 5º período do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, participaram de aula de campo na Fazenda Experimental Catuaba. A atividade, que uniu os conhecimentos das disciplinas de Ecologia I e Zoologia III, aconteceu entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro, sob orientação dos docentes André Botelho e Patrícia Miranda, do campus Rio Branco.

Ao todo, 40 pessoas integraram as atividades, entre estudantes, docentes e colaboradores do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza da Universidade Federal do Acre (CCBN/Ufac).

Conforme destacou o professor André Botelho, a atividade teve como objetivo apresentar na prática os conhecimentos das disciplinas de Ecologia I e Zoologia III. Segundo ele, através das aulas de campo, os estudantes podem absorver o conteúdo de forma significativa, além destas serem importantes recursos metodológicos e facilitadores para o processo de ensino-aprendizagem das disciplinas.

“Chegamos na fazenda experimental ainda na manhã do dia 30 de novembro. Na mesma data realizamos a primeira atividade prática envolvendo a disciplina de Ecologia I. Foi possível analisar os aspectos da ecologia da Floresta Amazônica, através de atividades dentro da floresta densa e floresta aberta com bambu, existentes no local. Os alunos também puderam identificar serapilheira, dossel e circunferência das árvores”, explicou André Botelho.

Ainda de acordo com o docente, no período noturno, os alunos realizaram a prática de captura de vertebrados, observando e registrando, através de fotos e sons, anfíbios e morcegos. “Com instrução dos colaboradores do Ifac e Ufac, foi possível apresentar a diversidade desses animais, os hábitos alimentares, habitats e diversificação de espécies. Já no segundo dia, realizamos a prática com as aves em busca ativa de pássaros no ramal, captura de aves em rede na floresta densa e floresta aberta”.

Para o professor André Botelho, as aulas de campo são importantes aliadas para ampliação do conhecimento. “Foram dias em que os estudantes puderam obter um conhecimento prático sobre as diferentes formações vegetais da Floresta Amazônica, como também aprender na prática mais sobre as amostragens de aves, morcegos e anfíbios. Além disso, ainda foi possível debater sobre a ecologia dos animais amostrados, como também fortalecer o trabalho coletivo entre os alunos”.

Ainda durante a aula de campo, os estudantes, docentes e demais integrantes da atividade puderam registraram pela segunda vez no Acre o morcego Phylloderma stenops, que é uma espécie frugívora, além de outras que se alimentam de insetos e até mesmo sangue como o Desmodus rotundos.

Veja abaixo os depoimentos dos participantes da atividade de campo:

André Luis Botelho de Moura, docente de Biologia do campus Rio Branco: “Para mim é um prazer poder realizar aulas que possibilitem uma imersão dos alunos sobre o objeto de estudo como foi esta na Fazenda Experimental Catuaba. O apoio da DSAES e da DIRAI do campus Rio Branco nesta ação foi fundamental para possibilitar a estadia dos nossos alunos no campo por esses dois dias”.

Francisca Elivânia Rosas Costa, discente do 5° período vespertino: “Para mim, futura docente de Biologia e também Bióloga foi muito bom participar dessa aula de campo e aprender com os especialistas, no caso a doutora Patrícia Nakayama e o mestre André Botelho. Perceber o esforço, dedicação, zelo, cuidado e compromisso para a realização e o sucesso dessa aula de campo é fundamental para que eu me espelhe em ser uma professora assim. Foram dias excelentes e os conhecimentos adquiridos e o aprendizado resumem bem esses dias, pois todo conhecimento adquirido nesta aula de campo é de fundamental importância para nosso crescimento pessoal e profissional, pois nos possibilitou abrir novos horizontes para a busca de novas experiências e possibilidades dentro do campo do ensino e também buscar conhecer melhor o campo da pesquisa”.

Emilim Cristina Muniz da Silva, discente do 5° período vespertino: “Poder participar de aulas práticas proporciona ao estudante uma maior compreensão do conteúdo, saindo da teoria e vivenciando na prática, com isto essa experiência tem uma maior expansão do conhecimento, pois assim temos a junção da teoria com a prática que contribui ainda mais no processo de aprendizagem, uma oportunidade de trabalhar além do conhecimento da Ciência a relação interpessoal dos alunos trabalhando em coletividade, só queria ressaltar que essas aulas práticas animam o estudante, deixando-o empolgado durante a graduação”.

Liliana Ratis, do 5º período noturno: “Nossa região é muito rica em diversidades de espécies, e em aulas de campo como essas podemos observar e entender que a região Amazônica é muito privilegiada em vegetação e nichos. O curso de licenciatura em ciências biológicas consegue propor dois caminhos diferentes a licenciatura e pesquisa em campo, com essas aulas experimentais o aluno consegue diferenciar e escolher qual caminho vai seguir após a formação”.

Patrícia Nakayama Miranda, docente de Biologia do campus Rio Branco: “Trabalhar com duas turmas durante dois dias de campo é cansativo, porém muito recompensador. Nossos alunos puderam ver na prática vários conteúdos ministrados em sala, aprendendo de uma maneira integrada e colaborativa a diversidade de ambientes que existem dentro de áreas de Florestas na Amazônia”.

 

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