Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página inicial > Últimas Notícias > Campus Cruzeiro do Sul > Acre ganha medalha de prata na 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
Início do conteúdo da página
Campus Cruzeiro do Sul

Acre ganha medalha de prata na 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Estudantes do Ifac campus Cruzeiro do Sul representaram o Estado na competição, levando três equipes para a fase final

  • Publicado: Segunda, 27 de Agosto de 2018, 07h40
  • Última atualização em Segunda, 27 de Agosto de 2018, 12h54

 

Dedicação e persistência são apenas algumas das características dos estudantes do Instituto Federal do Acre (Ifac) que participaram da final da 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), que ocorreu em Campinas-SP, nos dias 18 e 19 de agosto. Entre as 311 equipes finalistas, três eram do campus Cruzeiro do Sul, sendo as únicas representando o estado do Acre. O desempenho dos estudantes deixou os professores orgulhosos, já que a equipe “Jesus, Maria e José” conquistou uma medalha de prata e as outras duas finalistas ficaram com medalhas de honra ao mérito. “Foi uma experiência muito boa para todos. A medalha de prata do Acre foi aplaudida de pé”, disse a professora Blenda Cunha Moura.

Esta foi a primeira vez que o Ifac levou três equipes para a fase final, sendo todas de alunos do campus Cruzeiro do Sul. Com incentivo de professores da unidade, os estudantes já participam da olimpíada desde 2015. Além disso, entre os estados da região norte, somente o Acre e o Pará tiveram equipes entre os primeiros lugares.

Os estudantes são do ensino médio integrado e disputaram a fase final com alunos de todo o Brasil. As equipes foram acompanhadas de seus orientadores, os docentes de História, Blenda Cunha Moura e Bráulio de Medeiros Gonçalves.

A conquista dos estudantes e professores orientadores é resultado de muito estudo. O estudante do curso técnico integrado Yallas Victor Freitas, da equipe que levou medalha de prata, contou sobre os momentos que antecederam a final. “A preparação era bem diversa, porque além de reuniões semanais que a professora tinha com os finalistas, eu também estava me preparando para o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], estudando atualidades e isso ajudou muito. Mas, principalmente, o professor Bráulio teve uma conversa conosco um dia antes da prova, ele praticamente nos deu a base para a dissertação”, comentou.

Pela terceira vez participando da ONHB, esta foi a primeira vez que Yallas foi para a final. “Nunca tinha me dedicado tanto como nessa edição. E foi muito bom conseguir esse resultado, porque eram pessoas da minha escola e da minha cidade se esforçando para que a gente estivesse ali. Acho que o ensino público deve ser valorizado depois de uma conquista dessas,”, concluiu.

Para Tainá Nogueira, que participou da competição nas últimas quatro edições, o resultado é fruto de um trabalho conjunto. “O fato de termos levado mais equipes para a fase final neste ano foi o trabalho em conjunto dos professores do nosso campus. Não só os professores de História estiveram nos orientando, mas professoras de Língua Portuguesa e de Sociologia também.” 

“Foi uma honra representar o Ifac e a região Norte no geral. Pois a região, além de ser distante, muitas vezes sofre com o descaso. Sofremos bastante com a queda de internet, nas fases online. Foi bastante difícil, mas a medalha lavou nossas almas.” Tainá Nogueira

A estudante ressaltou o amadurecimento que obteve ao longo do percurso. “É muito bom falar sobre a Olimpíada, e espero, junto com meus colegas, que essa vitória inspire as pessoas a participarem desse projeto. Eu participo desde 2015, e fui para a fase final em 2016, 2017 e 2018, essa última recebendo medalha de prata junto com o João Vitor Rocha e Yallas Victor Freitas. A participação na Olimpíada no ajudou bastante a desenvolver um senso crítico sobre as coisas que ocorrem no nosso país, a criticar o errado, lutar por direitos e colocar a nossa voz na rua, na luta pela cidadania plena”, compartilhou. Tainá é aluna do 4º ano do ensino médio integrado ao curso técnico em Meio Ambiente. A estudante vai fazer o Enem e pretende cursar Direito na faculdade.

O professor Bráulio de Medeiros Gonçalves contou sobre o orgulho e satisfação de ver o esforço dos alunos reconhecido. “É impressionante como nossas ‘crianças’ amadureceram na forma de questionar, de se posicionar, de mostrar que mais que informações, construíram conhecimentos, que sem dúvida servirão para sua formação acadêmica futura. Ainda me emociono quando lembro da explosão de felicidade de todos que batalharam juntos pela conquista. Acho que as equipes ainda não entenderam a dimensão dessa conquista. São adolescentes do interior de um Estado pobre, com dificuldade de acesso às aulas, vindos de famílias humildes! Sabe o que é isso? A educação transformando realidades, sendo a olimpíada e o Ifac, com a equipe excelente que tem, ferramentas promotoras deste fato!”, comemorou o professor.

Além de Yallas e Tainá, também foram finalistas na 10ª edição da ONHB os alunos do Ifac: João Victor Rocha, Adisson Nascimento, Heloisa dos Santos, Arluan Silva Nicacio, Victor Manoel Figueira e Hercila Freitas.

Sobre a ONHB

Equipes de 11 estados conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze na final da 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Participaram da final 311 equipes, um total de 1,2 mil integrantes. Ao todo, foram entregues 75 medalhas, sendo 15 de ouro, 25 de prata e 35 e bronze.

A participação na olimpíada ocorre por meio de equipes formadas por um professor e três alunos matriculados nos 8º e 9º anos do ensino Fundamental e todos os anos do Ensino Médio. Ela é composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. As questões de múltipla escolha e realização de tarefas são respondidas pelos participantes por meio de debate, pesquisa em livros, internet e orientação do professor.

A Olimpíada é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas, desenvolvido pelo Departamento de História. O projeto tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTic), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp.

 

Fotos: Olimpíada Nacional de História do Brasil/Unicamp

Fim do conteúdo da página