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Campus Cruzeiro do Sul

Organização dos Povos Indígenas realiza 3ª Conferência da Ayahuasca

Evento teve apoio do Ifac através dos núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas dos campi Cruzeiro do Sul e Tarauacá

  • Publicado: Quinta, 07 de Novembro de 2019, 09h17
  • Última atualização em Quinta, 07 de Novembro de 2019, 09h18

 

Foto: Facebook Francisco Piyanko

Entre os dias 10 e 13 de outubro, ocorreu a 3º Conferência Indígena da Ayahuasca no município de Marechal Thaumaturgo, na Terra do Povo Ashaninka. O evento foi organizado pelo Instituto Yorenka Tasorentsi (IYT) e a Organização dos Povos Indígenas do Juruá (OPIRJ), com apoio do Instituto Federal do Acre (Ifac), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Fronteiras e organizações estrangeiras como Boa Foundation, Ayahuasca Portal, Chaikuni Institute e Temple of the Way of Light.

A conferência teve participação de aproximadamente 200 participantes, representantes dos Povos Puyanawa, Kuntanawa, Sawãdawa, Nukini, Shanenawa, Huni Kui, Yawanawa, Jaminawa-Arara. Ao todo, foram nove etnias com territórios localizados no Acre, além de representantes de diferentes etnias da Região Amazônica como, o Povo Tukano de São Gabriel da Cachoeira (AM), Povo Shipibo (Peru), dos povos Arhuaco e Tubú Hummurimasá (Colômbia). O evento também contou com a presença de pesquisadores, organizações não governamentais, representantes do Poder Judiciário e de organismos internacionais.

Desde 2017, a conferência é realizada nas terras indígenas com apoio do Ifac e outros órgãos, a partir da necessidade de um espaço para os indígenas debaterem sobre o uso da Ayahuasca dentro e fora de suas terras. Além disso, o evento busca o fortalecimento dos direitos dos povos originários, reafirmando o protagonismo indígena nas discussões de pautas de seu interesse.

 Foto: Carlos Henrique Marques

Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do campus Cruzeiro do Sul, Rodrigo Teixeira que participa do evento desde 2017, a conferência tem possibilitado debates e intercâmbios, além de servir como um meio para facilitar a manutenção, controle, proteção e o desenvolvimento do patrimônio cultural, do conhecimento tradicional, das expressões culturais dos povos indígenas amazônicos que utilizam essa a medicina tradicional, conhecida mundialmente como Ayahuasca.

“A participação do Ifac, ao longo dos últimos três anos, tem sido de suma importância e ocorre através do apoio à organização do evento, bem como da sistematização das discussões das mesas e plenárias, relatoria oficial do evento e produção de documentos oficiais”, explicou.

Nesta edição, o Ifac participou com os servidores dos Neabi, Cristiane de Bortoli (Campus Tarauacá), Fabiano de Paiva, Carlos Henrique Marques e Rodrigo Teixeira da Silva (Campus Cruzeiro do Sul). Também participou a servidora, Joana Dias (Campus Baixada do Sol), do grupo “Azougue: ateliê de pesquisa e extensão em artes”.

Confira os documentos elaborados a partir das conferências:

Carta da 3ª Conferência Indígena

Carta da 2ª Conferência Indígena

Carta da 1ª Conferência Indígena

Carta de Agradecimento 3ª Conferência

Texto: Rodrigo Teixeira da Silva e Carlos Henrique Marques

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