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Manejo adequado garante pescado de qualidade ao consumidor

Tema foi discutido durante minicurso realizado no estando do Ifac na Expoacre

  • Publicado: Sexta, 28 de Julho de 2017, 12h01
  • Última atualização em Sexta, 28 de Julho de 2017, 17h02
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Para que o consumidor tenha um pescado de boa qualidade é preciso que o produtor realize o manejo de forma adequada. Foi pensando nesta realidade que o Instituto Federal do Acre (Ifac) deu início ao minicurso “Manejo e beneficiamento de pescado amazônico”, nesta quinta-feira (27.07), no Campus do Agronegócio da 44ª Expoacre.

De acordo com a diretora do campus Avançado Baixada do Sol, Hévea Monteiro, que também é engenheira de pesca, com o crescimento da piscicultura no Acre a necessidade de profissionalizar a produção, garantindo um pescado de qualidade para venda e consumo, também é imprescindível.  

“De forma geral, como no Acre a demanda de pescado ainda é crescente, os produtores também estão aprendendo as formas de manejo das espécies. Atualmente, um dos principais problemas que encontramos nas propriedades é a quantidade elevada de peixe nos tanques e açudes. Com este tipo de situação acabam surgindo fungos, o peixe fica estressado e isso reflete em seu crescimento. Dessa forma, ele (peixe) acaba não atingindo o tamanho ideal e faz com que o piscicultor tenha que aumentar os gastos na produção”, destacou Hévea Monteiro.

Mais fotos no Flickr do Ifac

Outro ponto, segundo ela, é o momento de despesca, ou seja, retirada dos peixes dos tanques e açudes. “Nesta etapa também encontramos ainda o manejo inadequado. Para cada espécie há uma maneira correta de fazer a retirada do local de criação para que o produto final tenha qualidade. Ainda muito se vê peixes sendo retirados e jogados à beira dos tanques, sem a realização de choque térmico, por exemplo. Este momento garante que o animal seja insensibilizado e a carne continue com qualidade”.

Beneficiamento

Além das orientações de manejo na produção de pescado, o minicurso também contou com ensinamentos sobre evisceração, filetagem, que é a retirada das espinhas do peixe, e produção de linguiças de tambaqui. A atividade prática, que foi coordenada pela docente Guiomar Diniz, que também é engenheira de alimentos, teve bastante aceitação dos participantes.

“Podemos considerar que, atualmente, os peixes acabam sendo subutilizados mediante a qualidade da proteína e a variedade de produtos que podem ser feitos. Hoje, o que se percebe é um consumo desta carne, na maioria das vezes, apenas cozida e frita. Muitas vezes as pessoas deixam de comer peixe, pois não encontram produtos diversos no mercado, não acham derivados que não sejam acessíveis, que possam levar para casa e fazer de forma rápida para consumir. Devido a essa realidade, queríamos mostrar as possibilidades que o produtor tem em suas mãos”, explicou a docente.

De acordo com Guiomar Diniz, cerca de 70% das atividades práticas ministradas no minicurso são possíveis de serem realizadas dentro de casa. “Os ensinamentos sobre os cortes, retirada de espinhas, evisceração e filetagem, por exemplo, são atividades que podem ser realizadas em casa, para o consumo próprio”.

Em relação à produção de linguiças, Guiomar Diniz explica que além de ser uma opção na alimentação, é também uma oportunidade de comercialização, já que no Acre o produto ainda não encontrado para consumo. “É um produto que possui um valor nutricional muito melhor, pois conta com proteína rica nutricionalmente. Os diferentes tipos de linguiças ensinados durante o minicurso também ampliaram as possibilidades de comercialização para os produtores, além de ser um produto inovador no mercado”.  

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