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Ifac comemora formação de 19 doutores em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz

Encerramento do doutoramento foi realizado com a entrega simbólica de certificados aos participantes do programa durante o Simpósio de Pós-Graduação Stricto Sensu Ifac-IOC

  • Publicado: Quarta, 24 de Outubro de 2018, 13h22
  • Última atualização em Quarta, 24 de Outubro de 2018, 13h24

 

O último dia do Simpósio de Pós-Graduação Stricto Sensu Ifac-IOC, com o tema “Perspectivas integrativas na Amazônia”, ocorreu na sexta-feira (19.10), no campus Rio Branco. O evento foi realizado pelo Instituto Federal do Acre (Ifac) em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC). O objetivo foi apresentar as teses desenvolvidas durante vigência do termo de cooperação assinado, em 2013, entre as duas instituições, além de discutir o fortalecimento de atividades de pesquisa, ensino e formação de novas redes de pós-graduação. A cerimônia de encerramento contou com a presença dos novos doutores, professores orientadores e gestores do Ifac e do IOC.

O termo firmado possibilitou o aprimoramento da formação técnico-científica de 19 servidores do Ifac para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas biológicas, ambientais e sociais aplicáveis à Amazônia. Por meio da parceria, os profissionais tiveram a oportunidade de cursar o doutorado em programas de Pós-graduação Stricto Sensu do IOC. 

Sobre os resultados da cooperação, o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do Ifac, Pedro Plese destacou a importância da parceria para o desenvolvimento da pesquisa aplicada no Acre e na Amazônia.

Confira fotos do evento no Flickr do Ifac

Durante a cerimônia foi exibido um vídeo com mensagem do diretor do IOC, João Paulo Leite que não pode estar presente no evento. Ele apontou a formação de doutores na Região Norte como uma ação essencial para a diminuição das desigualdades, assunto que é o tema da Semana de Ciência e Tecnologia, neste ano. O diretor também falou da necessidade da formação de uma rede na região e que a implementação de três laboratórios no campus vai proporcionar a melhora na qualidade da formação dos estudantes e um aumento das parcerias com outras instituições de pesquisa.

A reitora do Ifac, Rosana Cavalcante dos Santos, falou sobre a importância do convênio que passou por diferentes gestões tanto no Ifac como no IOC. Da necessidade de utilizar as condições existentes para realizar o trabalho, saber trabalhar com o que se tem e da perspectiva de maior fomento à pesquisa na região com a criação da Secretaria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Acre.

O encerramento contou com uma palestra do deputado federal Sibá Machado que apresentou o processo de elaboração e implementação do Novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, no qual o deputado foi relator na Câmara. O procurador federal junto ao Ifac, Breno Fonseca, em seguida, fez uma explicação das implicações jurídicas do marco legal.

Durante o simpósio, foi discutida a implantação de três novos laboratórios no campus Rio Branco como parte das ações previstas no termo de cooperação com o IOC. O pró-reitor de Planejamento Institucional, Ubiracy Dantas da Silva explicou que os laboratórios estão em fase de cotação e que está previsto o investimento de aproximadamente 900 mil reais, dentro do convênio, para a implantação de três laboratórios, sendo um de ensino, um de biodiversidade e um de biologia molecular.

“Esses laboratórios de pesquisa estarão disponíveis não só para os doutores formados pelo programa, mas para doutores de áreas afins que quiserem trabalhar em parceria. Portanto, é importante salientar que, além da formação dos doutores, estamos conseguindo dar condições para que eles continuem desenvolvendo suas pesquisas, no âmbito da instituição”, explicou o pró-reitor. De acordo com o gestor, do total previsto de 4,9 milhões, até o momento foi executado em torno de 3,5 milhões, totalizando uma média de 149 mil por doutor.

Ao final da cerimônia de encerramento, foi realizada a entrega simbólica dos certificados para todos os participantes do programa.

Depoimentos de participantes do programa de doutoramento

 

Irineide Ferraz, docente do campus Rio Branco

“Me sinto privilegiada por ter participado desse programa, foi uma oportunidade ímpar fazer esse doutoramento pelo IOC que é uma instituição muito reconhecida e renomada. Agora temos uma responsabilidade muito grande, a partir desse simpósio, de continuar nossas pesquisas, orientando alunos de iniciação científica, além disso, estamos estudando iniciar a oferta de um Curso de Ciências Biológicas na modalidade bacharelado. Portanto, a responsabilidade só aumenta, porque temos que dar continuidade aos nossos projetos de pesquisa e extensão e principalmente, melhorar as nossas metodologias de ensino.”

 

Ricardo Pereira, docente do campus Tarauacá

“Esse doutorado foi fundamental na minha formação não só como professor, mas principalmente como pesquisador, porque nos possibilitou aprendermos a fazer pesquisa e dissemina-las com os nossos alunos de graduação e de pós-graduação. Além disso, essas pesquisas geraram vários produtos, como artigos, e continuamente vamos seguir produzindo nessa área. No próximo ano, eu pretendo começar o pós-doutorado continuando as pesquisas do doutorado de forma a concluir esses estudos e trazer um benefício para o estado do Acre. A minha pesquisa tem potencial de ser implementada não só no Brasil como no mundo, uma vez que os diagnósticos e as ferramentas que foram avaliados para a hanseníase podem vir a ser utilizados pelos governos. Dessa forma, a gente pode adequar um pouco do nosso trabalho no doutorado da pesquisa e isso chegar até a população, que é o nosso maior objetivo. Enfim, essa parceria foi extremamente importante para mim e para os outros colegas e esperamos que outros servidores possam vir a ter essa oportunidade que nós tivemos.”

 

Paulo Teixeira, docente do campus Xapuri

“Esse doutorado foi muito importante para a minha formação no âmbito de pesquisa e do ensino. Tive oportunidade de ter experiências de coleta de campo, de discussão com vários pesquisadores de âmbito nacional e internacional na Fiocruz e isso foi muito importante para a orientação de alunos de iniciação científica e nos trabalhos de conclusão de curso. E essa parceria nos proporcionou essa formação para nós que estamos tão distantes dos grandes centros, como no meu caso que sou professor em Xapuri, que é distante da capital e muito mais distante do Rio de Janeiro.”

 

Josina Ribeiro, docente do campus Rio Branco

“Uma das principais contribuições que o programa teve, além da nossa formação que contribui diretamente com a elevação da qualidade dos cursos superiores que passam pela avaliação do Ministério da Educação, foi a criação do nosso polo do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica. Eu e o professor Cesar Gomes fomos os primeiros a defender as teses e, com o título de doutores na área de ensino, nós conseguimos trazer um polo do ProfEPT para o Acre. Hoje já temos uma turma em andamento e previsão de uma nova turma para o ano que vem. Esse talvez tenha sido o resultado mais imediato do convênio. Além disso, melhoramos a qualidade das nossas aulas, sobretudo dos colegas que fizeram doutorado em Ensino em Biociências e Saúde, já vemos a aplicação imediata do que aprendemos na sala de aula. Já estamos trabalhando com metodologias ativas e com alguns produtos educacionais que foram elaborados. Portanto, tanto na pesquisa como na extensão e no ensino, tudo o que aprendemos ao longo dos quatro anos já tem sido aplicado.”

 

Charle Crisostomo, docente do campus Baixada do Sol

“Quero agradecer às duas instituições por ter firmado esse convênio e promovido essa pós-graduação a nível de doutorado. Para mim foi muito importante, um desafio na minha vida profissional por conta de ser de outra área, então foi engrandecedor não só no aspecto acadêmico, mas porque eu tive desafios que nunca encontrei na minha vida. Acho que o programa traz algo muito importante para o estado porque insere mais 19 doutores no Acre e que não são doutores vindos de outros estados, mas daqui e que vão permanecer no estado, isso que é o grande diferencial desse programa. Muitas vezes vemos as experiências de inserção de doutores de outros estados, mas logo, por via institucional eles são transferidos para os seus estados de origem. Aqui nós temos uma experiência diferenciada porque são 19 doutores que vão se estabelecer mesmo, e continuar suas pesquisas no estado. Então esse foi o grande diferencial dessa proposta. Eu acho que ela pode ser mais ampliada e difundida para outros estados da Amazônia.”

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